Pintar uma das passagens religiosas mais emblemáticas da História da Arte é, acima de tudo, um exercício de humildade e técnica. Nesta obra (acrílica sobre tela, 150 x 90 cm), busquei imprimir minha própria visão sobre um tema que atravessa séculos.
A construção do cenário o processo criativo foi intenso, exigindo um mês de dedicação exclusiva. O maior desafio? A perspectiva. Entre o "riscar e apagar" incessante, busquei o equilíbrio perfeito para organizar os personagens e os elementos de cena, criando uma profundidade que convida o espectador a entrar no ambiente.
A dialética das luzes
A iluminação foi pensada para ser um personagem à parte:
A luz externa: O tom crepuscular reflete o horário em que o evento teria ocorrido, segundo pesquisas históricas.
A luz interna: O brilho das tochas e o vitral central trazem uma virtuosidade estética, realçando a textura dos copos de vidro e argila sobre a mesa.
O inesperado: a fidelidade do "amigo de quatro patas"
Quebrando paradigmas, incluí um cão em posição de curiosidade. O modelo? Um cachorro que fotografei na UFMA em 2018. Ele surge como um símbolo contemporâneo de fidelidade — tanto histórica quanto artística.
Esta obra foi uma encomenda de um amigo que compreende o tempo da arte. Ter a liberdade de seguir a lógica criativa sem interferências é o maior presente que um artista pode receber.
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