quarta-feira, agosto 07, 2024

Revisitando o sagrado: o desafio de pintar uma cena histórica

Pintar uma das passagens religiosas mais emblemáticas da História da Arte é, acima de tudo, um exercício de humildade e técnica. Nesta obra (acrílica sobre tela, 150 x 90 cm), busquei imprimir minha própria visão sobre um tema que atravessa séculos.

A construção do cenário o processo criativo foi intenso, exigindo um mês de dedicação exclusiva. O maior desafio? A perspectiva. Entre o "riscar e apagar" incessante, busquei o equilíbrio perfeito para organizar os personagens e os elementos de cena, criando uma profundidade que convida o espectador a entrar no ambiente.

A dialética das luzes 

A iluminação foi pensada para ser um personagem à parte:

  • A luz externa: O tom crepuscular reflete o horário em que o evento teria ocorrido, segundo pesquisas históricas.

  • A luz interna: O brilho das tochas e o vitral central trazem uma virtuosidade estética, realçando a textura dos copos de vidro e argila sobre a mesa.

O inesperado: a fidelidade do "amigo de quatro patas" 

Quebrando paradigmas, incluí um cão em posição de curiosidade. O modelo? Um cachorro que fotografei na UFMA em 2018. Ele surge como um símbolo contemporâneo de fidelidade — tanto histórica quanto artística.

Esta obra foi uma encomenda de um amigo que compreende o tempo da arte. Ter a liberdade de seguir a lógica criativa sem interferências é o maior presente que um artista pode receber.







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